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Faxineira atacada pelo ex-patrão com ácido teme perder visão de um olho

Francieli Priscila Correa Froelich, a faxineira que foi atacada pelo ex-patrão de 70 anos com um líquico ácido no rosto, está com dificuldade para enxergar e teme perder a visão.

De acordo com o G1, a vítima passou por uma consulta com oftalmologista na última quarta-feira (21).

“O olho está bem inflamado. O médico não pôde mexer porque não tem como mexer com o olho infeccionado. Então, ele passou um colírio e analgésico para ir tratando em casa para ver se vai ter que fazer cirurgia ou o que vai conseguir fazer. Foi o que o médico disse. A minha visão está muito turva. Não consigo enxergar”

A vítima registrou queixa na delegacia contra o ex-patrão alegando que o homem havia jogado ácido muriático, que é um tipo de ácido clorídrico e só deve ser usado para limpar pisos e remover restos de cimento, junto com formol e soda.

O caso ocorreu na última segunda-feira (19). Um vídeo gravado por uma testemunha registrou o momento em que o idoso saiu de uma casa e jogou o líquido na faxineira.

Francieli diz que sentiu uma ‘dor insuportável’. “As meninas do posto de saúde me lavaram. A roupa que eu estava derreteu. Meu corpo ficou todo queimado. Depois fui para o Hospital Padre Albino. Minha garganta está toda irritada e inchada”, afirmou.

Ela conta que trabalhava na casa do idoso como faxineira havia quatro anos. Ela também cuidava e fazia comida para o ex-patrão.

Sobre o que teria desencadeado a briga, a faxineira disse que na semana retrasada, enquanto estava na casa do idoso, acabou tropeçando em um balde com produto que o homem preparava para vender.

“Ele ficou bravo. Vim embora para minha casa. Em seguida, fiquei doente durante uma semana e não fui trabalhar. No outro domingo, liguei para comunicar que não iria mais trabalhar”, contou.

Francieli afirmou que ela e o homem discutiram durante a ligação. Em seguida, trocaram insultos por motivos pessoais.

“Na segunda-feira, liguei novamente, porque o idoso tinha comprado uma cama e precisava vir buscar. Ele começou a me ofender e a dizer que estupraria meu filho e o jogaria no mato”, contou a mulher.

A faxineira ainda relatou que perdeu a cabeça com as ameaças e resolveu ir até a porta da casa do ex-patrão para tirar satisfações.

“Foi quando o idoso me jogou o ácido muriático. Não deu tempo de discutir. Ele já saiu com um pedaço de pau e uma garrafa com o produto. Pensei que era cloro”, disse.

Fonte: Fabíola Nishi.