Após polêmica, Gusttavo Lima chora e diz: “Não compactuo com dinheiro público”

Gusttavo Lima fez uma live, na noite desta segunda-feira (30), afirmando que “não compactua com dinheiro público” e disse que “está a ponto de jogar a toalha”. O cantor veio a público após as últimas polêmicas envolvendo o show dele em Conceição do Mato Dentro, na Região Central de Minas Gerais.

“Eu nunca me beneficiei ‘sobre’ dinheiro público (…) Eu não compactuo com dinheiro público, sou um cara que tenho meus impostos em dia (…) Sobre shows de prefeitura, acho que todos os artistas fazem ou já fizeram show de prefeitura e isso, na minha forma de pensar, é sobre valorizar a nossa arte”, afirmou.

“Se eu custo 1, não é pela prefeitura que vai me pagar meio. Todos nós temos contas para pagar, seja para prefeitura ou para shows privados. Eu sou um cara que faço pouquíssimos shows de prefeitura e, quando a gente às vezes faz algum, a gente é massacrado como se fosse um bandido, como se fosse um ladrão que tivesse roubando dinheiro público. E não é assim, gente. Eu sou um trabalhador normal”, disse.

Em outro trecho, ele afirma que tudo que tem é fruto de muito suor, muito trabalho e dedicação. Ele ainda destacou que não vai deixar de cobrar o valor dele, mesmo se o show for para prefeitura.

Entenda o caso

A prefeitura da cidade Conceição do Mato Dentro (MG) organiza o evento da 32ª Cavalgada do Jubileu do Senhor Bom Jesus Do Matozinhos, que acontece entre os dias 17 e 23 de junho. O total destinado ao pagamento dos shows é de R$ 2,3 milhões.

O valor do show do cantor Gusttavo Lima chamou atenção por custar mais da metade desse valor: custaria R$ 1,2 milhão aos cofres públicos do município.

Além do cachê, o contrato do cantor previa hospedagem para 40 pessoas da equipe dentro das especificações escolhidas pelo contratado, transporte para o artista, músicos, técnicos e produção, bem como gastos diários de alimentação, no valor de R$ 4 mil.

Segundo o município, os gastos se justificam porque a festa traz desenvolvimento para a economia local e o investimento público retornaria na forma de geração de renda, seja no comércio local, hospedagem, bares e restaurantes, entre outras atividades.

Fonte: Band.